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A pedido de Célio, Câmara debaterá abate e comercialização de pele de jumentos

o abate de jumentos abandonados se tornou um negócio lucrativo  no  Nordeste. Nesta quarta-feira (16), a Comissão de Meio Ambiente e...


o abate de jumentos abandonados se tornou um negócio lucrativo  no  Nordeste.

Nesta quarta-feira (16), a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) aprovou requerimento do deputado Célio Studart (PV-CE) que pede a realização de audiência pública para debater o abate e comercialização da pele de jumentos. O evento está agendado para 3 de dezembro às 14h.

CONVIDADOS
Para compor a mesa, serão convidados representantes do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Frente Nacional de Defesa pelos Jumentos, ONG The Donkey Sanctuary, Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Ceará, Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, além do Serviço de Investigação, Auditoria e Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura.

No requerimento, Célio Studart alerta, por exemplo, para o alto índice de abandono desses animais.  Apenas no Ceará, o Detran criou um órgão que hoje é responsável por recolher os animais abandonados que vagam pelas rodovias. Só no ano passado resgatou 4,5 mil jumentos nas estradas cearenses. A captura e venda desses animais tornou-se uma fonte rentável para empresários do ramo, e os asininos acabaram entrando em uma rota de crueldade.

Outro ponto que será abordado é a derrubada da liminar que a Advocacia Geral da União (AGU) conseguiu junto ao Tribunal Regional Federal (TRF 1). Desde dezembro de 2018 estava proibido o abate desses animais por frigoríficos na Bahia e a exportação da carne, visto que foram encontrados indícios de maus-tratos.

Em janeiro deste ano, por meio de denúncia anônima, descobriu-se que 200 animais que seriam abatidos e exportados para a China morreram por falta de água e comida. Além disso, a falta de cuidado e higiene nos frigoríficos gera risco sanitário e impacto ambiental. Em um dos rebanhos apreendidos, os animais apresentavam anemia infeciosa equina e mormo, doença causada por bactéria que pode ser transmitida para o ser humano. Houve também indícios de trabalho escravo.

Para o deputado, é importante debater e buscar solucionar este grave problema que enfrenta, principalmente, a biodiversidade nordestina brasileira.

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