https://1.bp.blogspot.com/-nVcyqQPOLdQ/XaTj88UnnBI/AAAAAAAABwY/cMDwsbIJpZMtKMcRfjPuq_B_sRt6dkJKwCLcBGAsYHQ/s72-c/divugacao%2BCD.jpg

Deputado pede ao governo federal ampliação dos serviços a mulheres violentadas no Ceará

É um absurdo ainda termos números tão expressivos em relação à agressão de mulheres, avalia parlamentar. Preocupado com a situação das...

É um absurdo ainda termos números tão expressivos em relação à agressão de mulheres, avalia parlamentar.
Preocupado com a situação das mulheres vítimas de violência, o deputado federal Célio Studart (PV-CE) sugeriu ao ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, medidas de fortalecimento do serviço de proteção às mulheres no Ceará. A solicitação foi feita por meio de Indicação protocolada nesta semana na Câmara. 
Célio propõe a ampla implementação de unidades especializadas de atendimento, inclusive, delegacias da mulher por todo o Estado, com foco nos pequenos municípios onde, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), concentra-se a escassez de acesso aos serviços. 
Mesmo com a Lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, a situação no país é bastante delicada. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que o feminicídio cresceu 34% de 2016 a 2018.  

Além dos altos índices de agressão, a mulher ainda encontra dificuldades na hora de receber amparo do governo. No Nordeste, por exemplo, os números da pesquisa realizada pelo IBGE mostram que, dos 184 municípios, apenas 38 têm serviços especializados em atender mulheres vítimas de agressão.
Quando o assunto é violência sexual, os números são ainda mais assustadores. Apenas 10% das cidades possuem atendimento especializado. E em todo o Estado são apenas 10 delegacias da mulher, bem menos do que número necessário para um atendimento eficiente.
“É um absurdo ainda termos números tão expressivos em relação à agressão de mulheres e a falta de atendimento e apoio do governo. Temos que respeitá-las e respeitar seus direitos. O trauma passado por essas mulheres é inimaginável”, avaliou Célio Studart.

Nenhum comentário:

Postar um comentário